Divórcio, por onde começar?

A Advogada Luciana Zanco aborda o assunto na coluna desta semana.

Em 12/08/2019 19:09
Atualizado em 12/08/2019 19:15

Notícia por Luciana Zanco

Divórcio, por onde começar?

Se você está em um processo de separação esse é o seu dilema, afinal trata-se de um momento delicado em sua vida, suas emoções estão à flor da pele e a quantidade de informações que você precisa saber sobre o divórcio parece não ter fim.

Assim, venho aqui lhe esclarecer algumas informações básicas e gerais sobre o caso.

Primeiramente, faz-se necessário observar que o artigo 226, parágrafo §6º da Constituição Federal, em que dispõe que o casamento civil pode ser dissolvido pelo divórcio, sendo que seu pedido somente competirá aos cônjuges, conforme artigo 1.582 do Código Civil.

Neste aspecto, ressalto que temos dois tipos de divórcio; o consensual e o litigioso.

Deste modo, o divórcio consensual é caracterizado quando os envolvidos chegam a um acordo, e o caso não evolve questões mais complexas, nem filhos menores ou incapazes. Assim, podendo nesse contexto ser realizado a separação de forma extrajudicial em cartório.

Já por sua vez o divórcio litigioso, tem presente entre os envolvidos questões complexas e sem resoluções. Ou casos em que o casal possui filhos menores ou incapazes. Logo, a separação deverá acontecer necessariamente de forma judicial, pois trata-se de um caso mais delicado.

Desta forma, os assuntos tratados no divórcio, consistem entre a partilha de bens e dívidas comuns, ao qual será regido conforme o regime de bens, pensão alimentícia entre cônjuges e a manutenção ou retirada do sobrenome do ex-cônjuge.

Ainda, caso tenham filhos menores de idade, o pedido de divórcio poderá ser cumulado com o de guarda, pensão alimentícia e o período de convivência do filho com o outro genitor (visitas). Por conseguinte, para dar início ao pedido de divórcio leve consigo os seguintes documentos:

• Documentos pessoais (RG, CPF, comprovante de residência e renda);

• Certidão de casamento atualizada;

• Documentos dos bens móveis e imóveis e dívidas, caso haja (atualizados);

• Certidão de nascimento dos filhos (se houver);

• Demais documentos que ache necessário para o deslinde do caso.

Além disso, observa-se que tanto para os casos judiciais como para os extrajudiciais, é necessário o acompanhamento de um advogado. Portanto, procure um advogado de sua confiança para que este possa lhe auxiliar da melhor forma possível.

E por fim, com base em minha experiência prática, ressalto que em casos envolvendo filhos menores deve-se sempre priorizar resolver o divórcio de forma amigável, visto que haverá um ex-casal, mas jamais ex-pais.

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Dra. Luciana Zanco  
lucianazancoadv@gmail.com

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