Confrontos marcam o ato do ex-presidente Lula em Chapecó

A chegada da caravana do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva em Chapecó, assim como ocorreu em outras cidades da região Sul, foi bastante conturbada. Manifestantes aliados e contrários se concentram no entorno da praça central de Chapecó, onde gritavam palavras de ordem e se provocavam. Alguns desentendimentos ocorreram ainda antes do meio-dia. Entre a tarde e noite os Bombeiros atenderam, pelo menos, duas pessoas feridas, um homem com escoriações e uma mulher atingida por uma pedra.

Em 25/03/2018 18:36

Notícia por Agência de Notícias Qbo Mais

Confrontos marcam o ato do ex-presidente Lula em Chapecó

A chegada da caravana do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva em Chapecó, assim como ocorreu em outras cidades da região Sul, foi bastante conturbada. Lula antecipou a chegada na maior cidade do Oeste Catarinense em uma hora. Chegaria às 17h30m, mas desembarcou no aeroporto Serafim Bertaso às 16h30m. 

Porém, o clima de apoio e protestos iniciou bem antes, já por volta das 11h30m. Manifestantes aliados e contrários se concentram no entorno da praça central de Chapecó, onde gritavam palavras de ordem e se provocavam. Alguns desentendimentos ocorreram ainda antes do meio-dia. Entre a tarde e noite os Bombeiros atenderam, pelo menos, duas pessoas feridas, um homem com escoriações e uma mulher atingida por uma pedra. 

No período da tarde, após a chegada de Lula a Chapecó, a novela foi o seu deslocamento até o centro. Logo após o trevo que liga ao Contorno Viário Oeste – sentido Jardim do Éden ao aeroporto – foi montado um bloqueio. Em torno de 200 pessoas protestavam contra a presença do ex-presidente, condenado em segunda instância pela Justiça. Além das pessoas, uma fila de aproximadamente 1 Km de carros também bloqueava a via. 

Lula ficou preso por quase uma hora nesse ponto. A Polícia Militar (PM) tentou negociar, mas não houve a possibilidade de passar. Sendo assim, a comitiva seguiu por uma estrada de terra, secundária, conseguindo chegar a área urbana e ao hotel na avenida Getúlio Vargas. 

Outro capítulo da novela foi a saída de Luiz Inácio para a praça, poucos metros distante. Foi solicitado que as pessoas que protestavam em frente ao hotel deixassem o local, o que não ocorreu. A comitiva de Lula, então saiu pelos fundos, pela garagem, na rua de trás do estabelecimento. Lá também havia manifestantes, que foram dispersos pela PM. A ordem para a retirada, segundo informado, veio do gabinete do governador. Foi uma exigência das lideranças que acompanhavam Lula, dentre elas o presidente estadual do PT, deputado Décio Lima. 

Acompanharam Lula na caravana em Chapecó, entre outros, o ex-prefeito de São Paulo Fernando Hadad, os deputados Paulo Pimenta (RS), Pedro Uczai, Luciane Carminatti, Décio Lima e a ex-senadora Ideli Salvatti. 

No discurso, Lula citou o aniversário do fim da ditadura da Argentina, fazendo um gancho para o período ditatorial do Brasil, fez críticas aos “fascistas e nazistas” contrários, disse que foi eleito sem ter nível superior, mas o presidente que mais universidades construiu e que muitos deveriam “beijar seus pés” e não critica-lo. 

Após o discurso, o ato foi encerrado. Os desentendimentos continuaram e algumas pessoas foram detidas, de posse de pedras e outros objetos. 

Como curiosidade, dois casamentos foram realizados na Catedral e os noivos tinham compromissos no hotel onde estava o ex-presidente. Eles foram escoltados pela PM para atravessar a rua e fizeram seus ensaios fotográficos no hotel. Sem falar na chuva, que começou a cair no meio da tarde e persistiu até a noite. 

Ao final, os apoiadores levaram o ex-presidente até o hotel. 

Fonte: RÁDIO CHAPECÓ   Foto: Reportagem Rádio Chapecó


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