Está tímida a presença da mulher nas eleições 2020, avalia advogada Luciana Zanco

Destaque é para a mudança na legislação eleitoral.

Em 04/08/2020 19:50
Atualizado em 04/08/2020 20:21

Entrevista por Agência de Notícias Qbo Mais

Está tímida a presença da mulher nas eleições 2020, avalia advogada Luciana Zanco

Amparada pelo artigo 10, § 3º da Lei nº 9.504/1997 (Lei das Eleições), a Advogada Luciana Zanco, considera “tímida” a presença das mulheres no cenário regional com nomes à disposição para concorrer aos cargos do Poder Executivo (prefeita/vice-prefeita).

“É de costume ver uma “lista” de nome de mulheres colocando-se a disposição para uma vaga no Poder Legislativo (vereadoras). Porém, essa “lista”, na maioria das vezes, meramente cumpre a legislação, ou seja, os 30% exigidos pela Lei”, destaca a advogada.

Luciana Zanco, que atua na área da advocacia tem forte paixão pela política e pelo direito, que somadas resultam em boas práticas para a sociedade. A jovem advogada destaca que  a política e a advocacia tem como princípios básicos defender e proteger a sociedade, minimizando as diferenças e as injustiças.

A advogada ainda menciona, que devido à Emenda Constitucional (EC) nº 97/2017  vedar a partir das Eleições de  2020, a celebração de coligações nas eleições proporcionais para a Câmara dos Deputados, Câmara Legislativa, Assembleias Legislativas e Câmaras Municipais, deveremos ter  um número maior de mulheres envolvidas na política, pois com essa mudança, cada partido terá que cumprir os seus 30%, situação que antes era resolvida no coletivo da coligação.

“Tínhamos nas eleições anteriores esse percentual de 30% para a coligação, no atual cenário isso passa a ser por partido, estimulando a mulher a participar mais ativamente da política”, cita Luciana.

O reflexo é ainda mais interessante, visto que as mulheres precisam ser motivadas a participar ativamente das discussões, pois a sociedade atual, busca por pessoas dotadas de conhecimentos e habilidades afins de bem representa-las.

“Não temos visto nomes femininos a disposição para os cargos de Prefeita/Vice-Prefeita nesta pré-campanha nos municípios da nossa microrregião. Ao contrário do que acontece atualmente nas cidades de Chapecó e Ponte Serrada”, afirma Luciana.

Inclusive, é de direito das mulheres candidatas terem pelo menos 30% dos recursos do Fundo Especial de Financiamento de Campanha, conhecido como Fundo Eleitoral, para financiar as campanhas de candidatas no período eleitoral, situação essa já confirmada por Unanimidade pelo Plenário do Tribunal Superior Eleitoral- TSE. Podendo essa decisão ser consultada na  Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) nº 5.617/2018.

Por fim, nunca é demais lembrarmos que devemos conhecer a vida pregressa de nossos futuros agentes políticos, além de suas propostas para o desenvolvimento de sua cidade. 

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