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CNM pede coordenação para enfrentar covid-19 e nega estoque de vacina

Por Redação Quilombo Mais em 12/04/2021 às 16:54:49

O presidente da Confedera√ß√£o Nacional de Municípios (CNM), Glademir Aroldi, afirmou hoje (12) que n√£o existe estoque de vacinas nas cidades. “As vacinas est√£o sendo administradas de acordo com as orienta√ß√Ķes do Ministério da Saúde, o qual orientou a reserva do imunizante para a aplica√ß√£o da segunda dose”, disse Aroldi em audiência pública na Comiss√£o Tempor√°ria da Covid-19 do Senado.

Para ele, faltam uma coordena√ß√£o nacional da estratégia de combate à covid-19 e um mapeamento da propaga√ß√£o das novas variantes. “[Isso] combinado com uma baixa testagem da popula√ß√£o, resulta num cen√°rio em que estamos apenas enxugando gelo”, afirmou.

De acordo com o Painel Nacional, até o dia 11 de abril j√° foram vacinados com a primeira dose mais de 20,5 milh√Ķes de brasileiros, e com a segunda dose, 6 milh√Ķes. Sendo assim, observou o presidente da CNM, além dos grupos priorit√°rios com vacina√ß√£o em andamento é preciso assegurar a vacina√ß√£o de segunda dose para 14,5 milh√Ķes de pessoas.

Ainda para o presidente da CNM, a diferen√ßa que aparece no Painel do Ministério da Saúde, entre doses entregues aos municípios e doses aplicadas na popula√ß√£o, n√£o corresponde à realidade. Aroldi disse, ainda, que o ministério lan√ßa no sistema como dose entregue assim que libera os lotes e até estas vacinas estarem disponibilizadas para aplica√ß√£o na ponta, o sistema informa como estoque n√£o aplicado.

Outro motivo listado pela CNM foi a incerteza na entrega de novas remessas, o que imp√Ķe reservas para a aplica√ß√£o da segunda dose. Além disso, a digitaliza√ß√£o no sistema das doses efetivamente utilizadas é efetuada apenas nos dias após a aplica√ß√£o e ainda s√£o v√°rias as reclama√ß√Ķes de municípios com problemas de carregamento das informa√ß√Ķes pelo sistema do Ministério da Saúde, que apresenta grande instabilidade, o que atrasa ainda mais o registro das doses j√° aplicadas, argumentou.

Aos senadores, o presidente da CNM disse que os municípios brasileiros têm uma capacidade de aplicar 1,5 milh√£o de doses por dia. E podem ampliar rapidamente esta capacidade.

Colapso

O presidente da CNM também chamou aten√ß√£o para o colapso do Sistema de Saúde, que, segundo ele, n√£o est√° ocorrendo somente na rede hospitalar. “Observamos a mesma situa√ß√£o na rede de aten√ß√£o b√°sica, constituída como a porta de entrada do SUS [Sistema Único de Saúde] para todos os problemas de saúde dos brasileiros”, afirmou, acrescentando que a r√°pida satura√ß√£o da Rede de Aten√ß√£o Especializada levou também ao aumento explosivo de atendimentos na aten√ß√£o prim√°ria, v√°lvula de escape para os pacientes que n√£o encontram leitos nos hospitais.

“Desde o início da pandemia estamos realizando semanalmente pesquisas e consultas aos prefeitos para identificar as dificuldades, anseios e necessidades de cada uma das nossas 5.568 cidades. O quadro nunca foi t√£o dram√°tico como agora”, garantiu.

Segundo levantamento da confedera√ß√£o, nas duas semanas entre o fim de mar√ßo e início de abril, cerca de 48% dos prefeitos relataram que o hospital de referência da sua regi√£o estava em risco iminente de ficar sem medicamentos do chamado kit intuba√ß√£o. J√° no levantamento dessa última semana, que contou com a resposta de 3.169 prefeitos, este percentual recuou para 38,1%. A diminui√ß√£o foi atribuída pela entidade às a√ß√Ķes implementadas pelos gestores locais em cada município.

Ainda nas duas semanas entre o fim de mar√ßo e início de abril, o levantamento apontou que 26% dos prefeitos relataram risco iminente de falta de oxigênio. Nesta última semana, este percentual também caiu para 18,6%.

Fonte:AgenciaBrasil Foto:© Divulgação/Cremerj

Fonte: Reprodução Chapecó Mais

Tags:   Saúde
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