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Desafios de sa√ļde vegetal podem comprometer at√© 90% da produ√ß√£o de algod√£o, com forte impacto na ind√ļstria t√™xtil

Por Redação Quilombo Mais em 27/04/2021 às 09:31:07

Matéria-prima para nossas roupas e até para insumos hospitalares, o algod√£o tem papel fundamental na história e desenvolvimento do Brasil. No século XVIII, seu cultivo e a exporta√ß√£o foram decisivos para a industrializa√ß√£o nacional. Mais de 300 anos depois, a pluma de algod√£o – espécie de flor que desabrocha a partir do caro√ßo da planta – tem participa√ß√£o ativa na economia e na gera√ß√£o de empregos, seja na agricultura ou na indústria têxtil.

"A produ√ß√£o brasileira de algod√£o em caro√ßo mais que dobrou nos últimos 10 anos. S√£o cerca de 6,9 milh√Ķes de toneladas colhidas em √°rea equivalente a 1,6 milh√£o de campos de futebol. Somente em produ√ß√£o, o algod√£o gera R$ 16 bilh√Ķes em divisas para o país", informa Júlio Borges, presidente do Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Defesa Vegetal (Sindiveg), usando dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O uso da fibra (ou pluma) do algod√£o é bem conhecido por estar nas roupas, mas o caro√ßo em si também é muito importante, como óleo comestível – a exemplo do óleo de soja –, biodiesel, adubos e até ra√ß√Ķes para animais. A celulose do algod√£o também serve para a produ√ß√£o de um tipo especial de papel. As notas de dólar norte-americano e de real brasileiro, por exemplo, s√£o compostas em grande parte por fibra de algod√£o.

"Apesar da grande produ√ß√£o, o algod√£o é bastante sensível. Dessa forma, sofre com a qualidade do solo, falta de √°gua e, principalmente, por ataques de temidos inimigos. Entre eles est√£o as plantas daninhas, invasoras que competem com a planta por nutrientes e, se n√£o forem corretamente controladas, podem levar à devasta√ß√£o de até 90% da planta√ß√£o. Alguns desses vil√Ķes s√£o a corda-de-viola, a trapoeraba, o capim-pé-de-galinha e o capim-amargoso", informa Júlio.

Esses riscos no campo s√£o terríveis n√£o apenas para os agricultores, mas também para as pessoas que usam produtos à base de algod√£o, j√° que a falta de matéria-prima causaria eleva√ß√£o no pre√ßo de uma infinidade de produtos, principalmente as roupas. As perdas devido à falta de tratamento das pragas agrícolas podem alcan√ßar √°rea de planta√ß√£o equivalente ao tamanho de Pequim, capital da China, país que mais importa o algod√£o produzido no Brasil.

A solu√ß√£o para essa amea√ßa iminente é proteger a produ√ß√£o de algod√£o, controlando pragas como lagarta-elasmo, percevejo castanho e √°caro rajado e os fungos como o mofo branco e a ramul√°ria, que pode causar mais de 90% de desfolha do algod√£o. A indústria, por meio da ciência e da tecnologia, est√° empenhada em auxiliar os agricultores a vencer este desafio.

"O Brasil tem os recursos mais avan√ßados para o controle de pragas e doen√ßas da agricultura, que se espalham facilmente no nosso clima e rapidamente podem criar resistência a tecnologias mais tradicionais", explica Eliane Kay, diretora executiva do Sindiveg. "Usados de forma correta e segura, os defensivos agrícolas protegem o algod√£o, mantendo sua qualidade e seguran√ßa. E é isso o que buscamos."

Importante destacar que antes de serem comercializadas, as solu√ß√Ķes agrícolas s√£o testadas e submetidas a um longo e rigoroso processo de avalia√ß√£o nos Ministérios da Agricultura, Saúde e Meio Ambiente. Este processo demora v√°rios anos até a autoriza√ß√£o de uso. "Esse cuidado é a garantia de que os insumos s√£o benéficos para agricultores, comerciantes e consumidores. Essa é a contribui√ß√£o da indústria de saúde vegetal para a produ√ß√£o sustent√°vel de alimentos no país", destaca Eliane.

Produção regional

A produ√ß√£o de algod√£o em caro√ßo, arbóreo ou herb√°ceo, est√° presente em 16 estados brasileiros, liderados pelo Mato Grosso que sozinho concentra 67% da colheita nacional, equivalente a 4,7 milh√Ķes de toneladas. Em segundo lugar, aparece a Bahia, com 22% do total (1,5 milh√£o de tonelada). Goi√°s é o terceiro maior produtor do cultivo, com 3% da safra, chegando anualmente perto de 183 mil toneladas.

Sobre o Sindiveg

O Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Defesa Vegetal (Sindiveg) representa a indústria de produtos para defesa vegetal no Brasil h√° 79 anos. Reúne 26 associadas, distribuídas pelos diversos Estados do País, o que representa aproximadamente 40% do setor. Com o objetivo de defender, proteger e fomentar o setor, o Sindiveg atua junto aos órg√£os governamentais e entidades de classe da indústria e do agronegócio pelo benefício da cadeia nacional de produ√ß√£o de alimentos e matérias-primas. Entre suas principais atribui√ß√Ķes est√£o as rela√ß√Ķes institucionais, com foco em um marco regulatório previsível, transparente e baseado em ciência, e a representa√ß√£o legitima do setor com base em dados econômicos e informa√ß√Ķes estatísticas. A entidade também atua em prol do fortalecimento e da valoriza√ß√£o da comunica√ß√£o e da imagem do setor, assim como promove o uso correto e seguro dos defensivos agrícolas. Para mais informa√ß√Ķes, acesse www.sindiveg.org.br.

Fonte/Foto:TextoAssessoria

Fonte: Reprodução Chapecó Mais

Tags:   Agronegócio
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